Quando eu era pequena, cada um dos vários prédios da minha rua organizava um grupo de habitantes mirins para defender seu edifício no nosso arraial. Um mutirão era formado para enfeitar a rua. Era o grande evento que encerrava o primeiro semestre. Comparado somente aos festejos de fim de ano e ao carnaval, representado pelo bloco “Vai e Vem”, cujo nome definia o percurso dos foliões e o “extenso” repertório.
Lembro que minhas irmãs me levavam pela mão para vê-lo passar. E lembro também que a bateria me fazia sentir “um negócio estranho” no peito. Negócio que voltei a sentir nos shows de rock que passei a freqüentar uma década depois.
Minhas irmãs também ajudavam na festa: maquiavam alguns foliões e caipiras. Era divertido ver na minha própria casa os astros bailarinos e cantores da minha infância se preparando para brilhar. Que orgulho!
Com o tempo, pessoas estranhas e carrancudas começaram a observar nossas festas. Em seguida, alguns estalos foram ouvidos, pessoas correndo, algumas feridas, gritaria. E esse foi o fim das festas na minha rua.
Há dois anos, fui à festa junina do colégio do meu sobrinho e, para minha tristeza, o figurino e a coreografia da turminha dele era de cowboy… Em novembro, eles comemoram o Halloween. Nunca mais voltei às festas da escolinha.
Neste ano, tive a felicidade de ouvir Pífanos de Caruaru. Que saudade que me deu das festas juninas lá da rua. E soube que algumas pessoas estão tentando resgatar essa tradição aqui no Rio. Prova disso são os arraiais com brincadeiras e comidas e bebidas típicas que estão pipocando pela cidade, como o Arraiá Voador, do Circo, com a banda Xaxados e perdidos (leia-se Forroçacana); e o do Maraca, todos os finais de semana de junho no maior estádio de futebol do mundo, mas com Alcione e a bateria da Mangueira (como assim???). Será que dá pra matar a saudade?
Matando ou não, não podemos abrir mão da nossa cultura e de seu eterno resgate.
O povo “cabeça” terá um final de semana e tanto no ensolarado e belo Rio outonal. Uma mostra de teatro internacional traz aos palcos do CCBB 4 peças estrangeiras: a americana "After Eros", a dinamarquesa "Salt", a chilena "Gemelos" e a russa "White Cabin". As duas primeiras quase não têm fala, as demais contarão com legendas em português. Quem arrisca?
Estréias interessantes no cinema: "Nicotina" (MEX/ARG), "Espanglês" (EUA), "O cachorro" (ARG), "The corporation" (CAN)
Hoje, 16/06
• Otto no Rival R$24,00 (amanhã também)
• Fashion Club: em frente ao estacionamento do MAM, encerrando o Fashion Rio, música eletrônica e hip hop cara pra chuchu... R$45,00, mas a bebida é liberada!
Sábado, 17/06
• Players, hip hop festival: Black Alien, MV Bill e BNegão e, de Sampa, Helião e Negra Li, são os principais nomes do festival que vai arrancar R$30 dos fãs do estilo que apresentarem flyer ou carteira de estudante na Fundição Progresso.
Domingo, 18/06
• Volta ao redor da Baía da Guanabara a bordo do rebocador Laurindo Pitta (última embarcação da Primeira Guerra Mundial ainda intacta guardada pela Marinha). Saída do Espaço Cultural da Marinha (Av. Alfred Agache s/nº, Praça XV), às 13:15h e 15:15h. R$ 8 e R$ 4, para crianças até 12 anos, estudantes e maiores de 60. De quinta a domingo.
• Dança em Trânsito: no calçadão de Copa, da Praça do Lido ao Copacabana Palace, apresentação de grupos de dança nacionais e estrangeiros. A partir das 15h. Grátis.
Terça, 21/06, e Quarta, 22/06
• Baseado na obra de Tchecov, a companhia japonesa Pappa Tarahumara traz ao Espaço Sesc o espetáculo de teatro, dança e canto "As três irmãs". Após a apresentação do dia 21, haverá uma palestra com a professora da PUC-SP, Christine Greiner, que falará sobre a dança japonesa e sua relação com a cultura pop. No dia 22, das 9h às 15h, haverá workshop com o diretor Hiroshi Koike. Desse encontro, serão selecionados profissionais para compor o elenco de uma montagem nipo-brasileira em 2006.
Colaboraram com esta edição: Joana Simões e Fabíola Andrade. Thanx, girls!!!
sexta-feira, 17 de junho de 2005
sexta-feira, 3 de junho de 2005
Caia no suingue pra se consolar
Quarta-feira eu acordei assustada.
Já chegamos à segunda metade do ano. O tempo está passando depressa demais até mesmo para aqueles que, como eu, não estão conseguindo construir nada de concreto para as suas vidas.
A sensação de correr contra o tempo e de ver o escorregar da areia na ampulheta deixa nos ombros o peso da ansiedade, levemente amenizada somente quando se olha pros lados e vê que as pessoas da sua idade também têm realizado pouco. Será que uma geração inteira está fadada ao fracasso?
Será que a geração Hollywood Rock apostou as fichas no grunge e enterrou seu futuro com Kurt Cobain?
Vejo os recém-checados aos 30 receberem seus suados salarinhos num dia e ficarem totalmente lisos na semana seguinte (quando muito). Será que nos espelhamos na administração pública para gerir nossos recursos privados?
Prefiro pensar que daqui a 10 anos vamos olhar pra trás e ver que fomos uma geração de hedonistas construindo sem perceber uma cultura que daqui de onde estou ainda não consigo enxergar, mas que no final das contas se divertiram muito com o pouco que tinham.
Afinal, somos a última geração de crianças que conseguiam inventar brinquedos com o material que tivessem à mão, e se não tivessem material algum por perto, juntavam a molecada pra jogar pique-bandeira, pique-tá (ou pique-cola), pique-esconde, queimado, taco... E se o número de pragas fosse insuficiente para um jogo coletivo como esses, apertar as campainhas dos vizinhos e sair em disparada já garantia a diversão e horas e horas de riso histérico.
Nossa infância começou com o silêncio da mão de lata da ditadura brasileira, mas foi se soltando aos poucos, até conseguir gritar os palavrões e as indecências de Marcelo Nova e Roger Moreira, esses sim, os nossos grandes ícones alienados. Não me venha falar da poesia de Cazuza ou do engajamento romântico do Renato Russo. A gente gostava mesmo era da bagunça. Nossas musas eram a Mary Lou e a Sílvia. Nunca foi Andrea Dória.
Mas o tempo passou e nós que realmente vivemos aquilo tudo não temos saco pra ir em festas ploc. Queremos novos ares, novas farras, as melhores bandas de todos os tempos da última semana. E neste final de semana – se Deus quiser – com sol, vamos assumir os gays que não temos dentro de nós na orla, vamos mostrar a decendência nordestina que escondíamos pra chacoalhar o esqueleto de graça no Arpoador... Divirtam-se!
No cinema, alguns chutes: "Quanto vale ou é por quilo", "Brown Bunny", "O segredo de Vera Drake" e "Tentação" (só para ver o bonitão da série "A sete palmos" – eu não presto!).
Nos palcos, pernadas: estréia no Teatro João Caetano, o novo espetáculo de Deborah Colker, "Nó". O tema dessa vez é o mais interessante possível: o desejo. De 5ª a domingo, R$ 15,00. Bom, né?
Sexta-feira, 03 de junho
• Loja PLANO B: (R. Francisco esquina com Riachuelo, Lapa - tel.: 3852-1431) apresenta djs de dub, raggajungle, breaks, drum'n'bass, hardcore, lançamento do videoclip "ambulante" e projeções CAVIDEO nesta sexta, 03/06 às 19:00h. Grátis.
Sábado, 04 de junho
•Pedro Luís e a Parede: Teatro Odisséia R$ 30,00
•Na Praça 11, em frente ao metrô, os shows de Nelson e os Gonçalves, Os Lammas, Don Negrone, Dj Gutz e outras atrações marcam a inauguração do picadeiro da ONG Pequeno Tigre como um espaço aberto para a arte independente pela Roda da Solidariedade, movimento formado por artistas e instituições atuantes na área sociocultural.
Domingo, 05 de junho
•Das 14:00h às 22:00h, o Espaço Marum (R. do Catete, 124) apresenta o Manifesto New School (www.manifestonewschool.kit.net) moda, música e arte via bazar, bandas, exposições, DJ, além de concurso de looks conceituais. Tema desta primeira edição: Dia dos Namorados.
•RIO MARACATU: Praia do Arpoador, 15:00h. Grátis.
Sexta-feira, 10 de junho
MONOBLOCO e ELETROSAMBA na Fundição Progresso. R$ 40,00 (inteira), mas praticamente boa fatia da torcida do Flamengo tem direito a meia entrada. Veja no site: www.fundicao.org/programacao/programacao.html
Sábado, 11 de junho
•Skol Beats/ Chemical Music Festival: no Rio Centro (até amanhã) R$ 40,00, (até o dia da festa) R$ 50, (na hora) R$ 70,00. Estudantes e idosos cadastrados terão direito a desconto. (www.chemicalmusic.com.br)
Já chegamos à segunda metade do ano. O tempo está passando depressa demais até mesmo para aqueles que, como eu, não estão conseguindo construir nada de concreto para as suas vidas.
A sensação de correr contra o tempo e de ver o escorregar da areia na ampulheta deixa nos ombros o peso da ansiedade, levemente amenizada somente quando se olha pros lados e vê que as pessoas da sua idade também têm realizado pouco. Será que uma geração inteira está fadada ao fracasso?
Será que a geração Hollywood Rock apostou as fichas no grunge e enterrou seu futuro com Kurt Cobain?
Vejo os recém-checados aos 30 receberem seus suados salarinhos num dia e ficarem totalmente lisos na semana seguinte (quando muito). Será que nos espelhamos na administração pública para gerir nossos recursos privados?
Prefiro pensar que daqui a 10 anos vamos olhar pra trás e ver que fomos uma geração de hedonistas construindo sem perceber uma cultura que daqui de onde estou ainda não consigo enxergar, mas que no final das contas se divertiram muito com o pouco que tinham.
Afinal, somos a última geração de crianças que conseguiam inventar brinquedos com o material que tivessem à mão, e se não tivessem material algum por perto, juntavam a molecada pra jogar pique-bandeira, pique-tá (ou pique-cola), pique-esconde, queimado, taco... E se o número de pragas fosse insuficiente para um jogo coletivo como esses, apertar as campainhas dos vizinhos e sair em disparada já garantia a diversão e horas e horas de riso histérico.
Nossa infância começou com o silêncio da mão de lata da ditadura brasileira, mas foi se soltando aos poucos, até conseguir gritar os palavrões e as indecências de Marcelo Nova e Roger Moreira, esses sim, os nossos grandes ícones alienados. Não me venha falar da poesia de Cazuza ou do engajamento romântico do Renato Russo. A gente gostava mesmo era da bagunça. Nossas musas eram a Mary Lou e a Sílvia. Nunca foi Andrea Dória.
Mas o tempo passou e nós que realmente vivemos aquilo tudo não temos saco pra ir em festas ploc. Queremos novos ares, novas farras, as melhores bandas de todos os tempos da última semana. E neste final de semana – se Deus quiser – com sol, vamos assumir os gays que não temos dentro de nós na orla, vamos mostrar a decendência nordestina que escondíamos pra chacoalhar o esqueleto de graça no Arpoador... Divirtam-se!
No cinema, alguns chutes: "Quanto vale ou é por quilo", "Brown Bunny", "O segredo de Vera Drake" e "Tentação" (só para ver o bonitão da série "A sete palmos" – eu não presto!).
Nos palcos, pernadas: estréia no Teatro João Caetano, o novo espetáculo de Deborah Colker, "Nó". O tema dessa vez é o mais interessante possível: o desejo. De 5ª a domingo, R$ 15,00. Bom, né?
Sexta-feira, 03 de junho
• Loja PLANO B: (R. Francisco esquina com Riachuelo, Lapa - tel.: 3852-1431) apresenta djs de dub, raggajungle, breaks, drum'n'bass, hardcore, lançamento do videoclip "ambulante" e projeções CAVIDEO nesta sexta, 03/06 às 19:00h. Grátis.
Sábado, 04 de junho
•Pedro Luís e a Parede: Teatro Odisséia R$ 30,00
•Na Praça 11, em frente ao metrô, os shows de Nelson e os Gonçalves, Os Lammas, Don Negrone, Dj Gutz e outras atrações marcam a inauguração do picadeiro da ONG Pequeno Tigre como um espaço aberto para a arte independente pela Roda da Solidariedade, movimento formado por artistas e instituições atuantes na área sociocultural.
Domingo, 05 de junho
•Das 14:00h às 22:00h, o Espaço Marum (R. do Catete, 124) apresenta o Manifesto New School (www.manifestonewschool.kit.net) moda, música e arte via bazar, bandas, exposições, DJ, além de concurso de looks conceituais. Tema desta primeira edição: Dia dos Namorados.
•RIO MARACATU: Praia do Arpoador, 15:00h. Grátis.
Sexta-feira, 10 de junho
MONOBLOCO e ELETROSAMBA na Fundição Progresso. R$ 40,00 (inteira), mas praticamente boa fatia da torcida do Flamengo tem direito a meia entrada. Veja no site: www.fundicao.org/programacao/programacao.html
Sábado, 11 de junho
•Skol Beats/ Chemical Music Festival: no Rio Centro (até amanhã) R$ 40,00, (até o dia da festa) R$ 50, (na hora) R$ 70,00. Estudantes e idosos cadastrados terão direito a desconto. (www.chemicalmusic.com.br)
sexta-feira, 13 de maio de 2005
Miriam com algo mais
Coisas muito estranhas povoam a Televisão brasileira, seja em tvs abertas ou fechadas. De maneira geral, quem tem a oportunidade de assistir aos programas produzidos pela BBC volta e meia se pega cantarolando "Partido Alto". Se até o Mr. Bean nasceu na Inglaterra, por que logo eu tive que nascer nos trópicos????
Porém, nem tudo que vem do país da Rainha é ouro. Prova disso é um programa que o Multishow apresenta nas noites de quarta-feira. Lembram de "No limite" (programa apresentado por Zeca Camargo)? Era ruim, certo? E do Big Brother? Era muito pior, né? Agora imaginem um Big Brother no qual 6 marmanjos solteirões de 20 e poucos anos são colocados numa casa e precisam participar de competições no estilo daquele programa para disputar 10 mil libras e uma ultra mega mulata mexicana escultural. Imaginaram?
Acho que a coisa piora um pouco se eu disser que os rapazes têm cérebro de minhoca e que um deles, logo no primeiro programa, se empolgou e sugeriu que todos tirassem a roupa para um banho de piscina (entre outras baixarias...). E, para surpresa geral, todos toparam!!!
Chocados? Pois o pior ainda está por vir. Só no segundo programa eles vêem, pela primeira vez, a sensual mulata mexicana, de nome Miriam, que aparece para os rapazes esporadicamente em trajes sumários, apenas para deixá-los com água na boca. É também nesse episódio que um grande segredo sobre a moça é revelado para os telespectadores. Até então, não havia me atentado para o nome do programa – uma dica óbvia de seu caráter duvidoso. Em inglês, There's something about Miriam. Em português, a tradução inacreditável conseguiu piorar o que já era péssimo: "Miriam com algo mais".
E aí? Alguém arrisca dizer qual é o "algo mais" de Miriam???? Dica: ela não é de Campinas, nem de Pelotas, nem de São Francisco, mas podia ser... Fácil, não? Acertou quem disse que a morena é um traveco! E os participantes do programa não sabem! Um deles até já ganhou um beijo de língua da morena, após nadar 500 metros para encontrá-la num barco.
Classificação para o programa: HARD CORE!!!!!!!!!!!
Nem Dante conseguiria imaginar tamanha molecagem para os habitantes do inferno...
Depois desse pesadelo, só uma coisa pode me confortar numa quarta-feira à noite. O programa Vitrola Invisível, produzido pelo Selo Instituto, oferecendo som bacana e gratuito na Internet. O site do Instituto é um parque de diversões virtual para quem está em busca do que há de mais novo no submundo da música de São Paulo (com tentáculos estendidos para o Rio e para Recife) e de mais roots na música universal. Na próxima coluna, mais informações e curiosidades sobre esse que atualmente é o meu site favorito – http://www2.uol.com.br/instituto/.
Enquanto isso no Rio de Janeiro... O couro come no subúrbio. Bala voando para todos os lados. A governadora gastando R$ 100 milhões com propaganda política (até a Sra. Débora Secco Falcão virou garota propaganda, vejam só!), enquanto a polícia se esconde dos traficantes em uma escola lotada de crianças obrigadas a deitar no chão. Mas vocês provavelmente não sabem disso porque essa escola fica na Penha. E na Penha não tem gente rica e famosa, então a mídia não chega lá. Mas se fosse em São Conrado, bairro vizinho à Rocinha, o Vivo Rio já estaria lá, cobrando providências e distribuindo flores pra Globo mostrar...
Mas vamos falar de diversão, afinal, nós viemos aqui para beber ou para conversar? O Rio de Janeiro fica ainda mais lindo no Outono. Então, aproveite a noite e o dia também.
SEXTA-FEIRA, 13 DE MAIO (Abolição? Que abolição?)
• Kûarasy O-berab – A loja Plano B (rua Francisco Muratori 2a, Lapa. Tel.:3852-1431) apresenta, às 19:00h, música ritual indígena brasileira + eletrônica experimental. Mais informações em:http://geocities.yahoo.com.br/kuarasyoberab/. De graça!
• Celso Blues Boy – 22:00h, no América F.C. R$ 34,00 (Por esse preço a cerveja é de graça, né?)
• Ratos do Porão – Circo (que deixou de ser) Voador. Piada: R$ 30,00 Vão convidar o prefeito? Sim, porque punk que é punk não paga trinta mangos pra ver esse show no Circo, deixa o Circo pra juventude-bronzeada-zona-sur e atravessa a ponte pra ver RDP em São Gonça, no sábado, no Bar do Blues, por R$ 12,00.
SÁBADO, 14
• Hotel California – Festa que rolava no 00 e agora vai para o Sky Lounge, todo sábado, com uma mistura de Hip Hop (Dj Flavia Xexeu) e House (Djs Rafael Nazareth, João Paulo e Papagaio). Consumação R$ 15 (mu), R$ 30 (ho).
• Bank Boston Rio Instrumental apresenta Gilson Peranzzeta & Mauro Senise – Parque dos Patins, Lagoa, às 19:00h. De graça!
• Zamba Soul Combo – Estréia da banda de Gustavo Corsi (Picassos Falsos) tocando clássicos da black music nacional e estrangeira, no Estrela da Lapa, às 21:30h. R$ 18,00.
• Digitaldubs Sound System - reggae, ragga e dub, no Casarão Cultural da Lapa (Mem de Sá, 23). R$ 12,00.
• Loud – atenção, Rodrigo Lariú (ex-College Radio, Flu Fm) nas carrapetas. Vai rolar um casamento (de verdade) na festa! + Drum n’ Bass + show (Lafayette e os Tremendões). R$ 20,00
DOMINGO, 15
• Camerata da Orquestra Sinfônica Brasileira – no cardápio, Mozart, Villa-Lobos, entre outros. Teatro Municipal, às 11:00h (a.m.). R$ 1,00.
• "A caminho de casa" – último dia, Fundição Progresso, às 20:30h. R$ 10,00 (5ª e 6ª) e R$ 15,00 (sab. e dom.)
SEGUNDA-FEIRA, 16
• Dodomundi – Dodô (ex-College Radio, Flu Fm) comanda a festa na Bukowski. R$ 5,00.
TERÇA-FEIRA, 17
Mostra Mestres do Cinema: Federico Fellini – até dia 22, no CCBB, em horários variados. R$ 8,00.
QUARTA-FEIRA, 18
• A elogiada banda de Fortaleza, SoulZé, com participação do Eletrosamba - em segunda apresentação no Teatro Rival, mostra o cd de estréia Lab SZ. R$ 20,00.
• Banda Supergroove (black music), com participação de Black Alien e Gerson King Combo – no Estrela da Lapa, às 21:30h. R$ 15,00.
QUINTA-FEIRA, 19
• Toda quinta, o Farofa Carioca toca os maiores sucessos, além de músicas novas, com convidados especiais a cada semana. Na estréia, dia 19 de maio - Rogê e Beto Landau. Local: Pátio Lounge - Pça Santos Dumont 31, Gávea. Promoção para aniversariantes.
• Marcel Baden Powell toca os sambas compostos por seu saudoso pai. Leblon Lounge, Rio Design Leblon (2430-3024), às 19:00h. De graça!
•Em maio, Orishas (dia 21) e Eagle Eye Cherry (dia 27), no Claro Hall (mãos ao alto: R$ 80,00); e Racionais, dia 20, no Circo.
•Em junho, O Rappa, encerrando a turnê de "O silêncio que precede o esporro", na Fundição Progresso.
Porém, nem tudo que vem do país da Rainha é ouro. Prova disso é um programa que o Multishow apresenta nas noites de quarta-feira. Lembram de "No limite" (programa apresentado por Zeca Camargo)? Era ruim, certo? E do Big Brother? Era muito pior, né? Agora imaginem um Big Brother no qual 6 marmanjos solteirões de 20 e poucos anos são colocados numa casa e precisam participar de competições no estilo daquele programa para disputar 10 mil libras e uma ultra mega mulata mexicana escultural. Imaginaram?
Acho que a coisa piora um pouco se eu disser que os rapazes têm cérebro de minhoca e que um deles, logo no primeiro programa, se empolgou e sugeriu que todos tirassem a roupa para um banho de piscina (entre outras baixarias...). E, para surpresa geral, todos toparam!!!
Chocados? Pois o pior ainda está por vir. Só no segundo programa eles vêem, pela primeira vez, a sensual mulata mexicana, de nome Miriam, que aparece para os rapazes esporadicamente em trajes sumários, apenas para deixá-los com água na boca. É também nesse episódio que um grande segredo sobre a moça é revelado para os telespectadores. Até então, não havia me atentado para o nome do programa – uma dica óbvia de seu caráter duvidoso. Em inglês, There's something about Miriam. Em português, a tradução inacreditável conseguiu piorar o que já era péssimo: "Miriam com algo mais".
E aí? Alguém arrisca dizer qual é o "algo mais" de Miriam???? Dica: ela não é de Campinas, nem de Pelotas, nem de São Francisco, mas podia ser... Fácil, não? Acertou quem disse que a morena é um traveco! E os participantes do programa não sabem! Um deles até já ganhou um beijo de língua da morena, após nadar 500 metros para encontrá-la num barco.
Classificação para o programa: HARD CORE!!!!!!!!!!!
Nem Dante conseguiria imaginar tamanha molecagem para os habitantes do inferno...
Depois desse pesadelo, só uma coisa pode me confortar numa quarta-feira à noite. O programa Vitrola Invisível, produzido pelo Selo Instituto, oferecendo som bacana e gratuito na Internet. O site do Instituto é um parque de diversões virtual para quem está em busca do que há de mais novo no submundo da música de São Paulo (com tentáculos estendidos para o Rio e para Recife) e de mais roots na música universal. Na próxima coluna, mais informações e curiosidades sobre esse que atualmente é o meu site favorito – http://www2.uol.com.br/instituto/.
Enquanto isso no Rio de Janeiro... O couro come no subúrbio. Bala voando para todos os lados. A governadora gastando R$ 100 milhões com propaganda política (até a Sra. Débora Secco Falcão virou garota propaganda, vejam só!), enquanto a polícia se esconde dos traficantes em uma escola lotada de crianças obrigadas a deitar no chão. Mas vocês provavelmente não sabem disso porque essa escola fica na Penha. E na Penha não tem gente rica e famosa, então a mídia não chega lá. Mas se fosse em São Conrado, bairro vizinho à Rocinha, o Vivo Rio já estaria lá, cobrando providências e distribuindo flores pra Globo mostrar...
Mas vamos falar de diversão, afinal, nós viemos aqui para beber ou para conversar? O Rio de Janeiro fica ainda mais lindo no Outono. Então, aproveite a noite e o dia também.
SEXTA-FEIRA, 13 DE MAIO (Abolição? Que abolição?)
• Kûarasy O-berab – A loja Plano B (rua Francisco Muratori 2a, Lapa. Tel.:3852-1431) apresenta, às 19:00h, música ritual indígena brasileira + eletrônica experimental. Mais informações em:http://geocities.yahoo.com.br/kuarasyoberab/. De graça!
• Celso Blues Boy – 22:00h, no América F.C. R$ 34,00 (Por esse preço a cerveja é de graça, né?)
• Ratos do Porão – Circo (que deixou de ser) Voador. Piada: R$ 30,00 Vão convidar o prefeito? Sim, porque punk que é punk não paga trinta mangos pra ver esse show no Circo, deixa o Circo pra juventude-bronzeada-zona-sur e atravessa a ponte pra ver RDP em São Gonça, no sábado, no Bar do Blues, por R$ 12,00.
SÁBADO, 14
• Hotel California – Festa que rolava no 00 e agora vai para o Sky Lounge, todo sábado, com uma mistura de Hip Hop (Dj Flavia Xexeu) e House (Djs Rafael Nazareth, João Paulo e Papagaio). Consumação R$ 15 (mu), R$ 30 (ho).
• Bank Boston Rio Instrumental apresenta Gilson Peranzzeta & Mauro Senise – Parque dos Patins, Lagoa, às 19:00h. De graça!
• Zamba Soul Combo – Estréia da banda de Gustavo Corsi (Picassos Falsos) tocando clássicos da black music nacional e estrangeira, no Estrela da Lapa, às 21:30h. R$ 18,00.
• Digitaldubs Sound System - reggae, ragga e dub, no Casarão Cultural da Lapa (Mem de Sá, 23). R$ 12,00.
• Loud – atenção, Rodrigo Lariú (ex-College Radio, Flu Fm) nas carrapetas. Vai rolar um casamento (de verdade) na festa! + Drum n’ Bass + show (Lafayette e os Tremendões). R$ 20,00
DOMINGO, 15
• Camerata da Orquestra Sinfônica Brasileira – no cardápio, Mozart, Villa-Lobos, entre outros. Teatro Municipal, às 11:00h (a.m.). R$ 1,00.
• "A caminho de casa" – último dia, Fundição Progresso, às 20:30h. R$ 10,00 (5ª e 6ª) e R$ 15,00 (sab. e dom.)
SEGUNDA-FEIRA, 16
• Dodomundi – Dodô (ex-College Radio, Flu Fm) comanda a festa na Bukowski. R$ 5,00.
TERÇA-FEIRA, 17
Mostra Mestres do Cinema: Federico Fellini – até dia 22, no CCBB, em horários variados. R$ 8,00.
QUARTA-FEIRA, 18
• A elogiada banda de Fortaleza, SoulZé, com participação do Eletrosamba - em segunda apresentação no Teatro Rival, mostra o cd de estréia Lab SZ. R$ 20,00.
• Banda Supergroove (black music), com participação de Black Alien e Gerson King Combo – no Estrela da Lapa, às 21:30h. R$ 15,00.
QUINTA-FEIRA, 19
• Toda quinta, o Farofa Carioca toca os maiores sucessos, além de músicas novas, com convidados especiais a cada semana. Na estréia, dia 19 de maio - Rogê e Beto Landau. Local: Pátio Lounge - Pça Santos Dumont 31, Gávea. Promoção para aniversariantes.
• Marcel Baden Powell toca os sambas compostos por seu saudoso pai. Leblon Lounge, Rio Design Leblon (2430-3024), às 19:00h. De graça!
•Em maio, Orishas (dia 21) e Eagle Eye Cherry (dia 27), no Claro Hall (mãos ao alto: R$ 80,00); e Racionais, dia 20, no Circo.
•Em junho, O Rappa, encerrando a turnê de "O silêncio que precede o esporro", na Fundição Progresso.
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