sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Idade do condor

Há algumas semanas, ouvi o locutor do meu programa de rádio preferido na Internet, o Vitrola Invisível, falar mal da atual fase dos Red Hot Chili Peppers. Engoli seco. Passou. Dias depois, almoçando com os camaradas do trampo, reparei no olhar de espanto quando disse que ainda gosto muito dos Pimentões.

Ontem, vários milagres aconteceram. Consegui sentar no sofá por mais de quinze minutos para ver tv. Coloquei na MTV e ela estava passando clipes! (Esse é o maior dos milagres!) Um dos clipes legais que tive a felicidade de ver foi de quem? RED HOT (para os íntimos).

Parei pra pensar. (Quando dá tempo, eu faço isso!) Nos áureos tempos da banda, eles eram bem mais divertidos. Misturavam como ninguém funk com rock. Era impossível não abrir os braços e ficar girando como o vocalista ao ouvir a versão que fizeram para a "Higher Ground", de Steve Wonder.

Mas os caras ficaram velhos. Já não pulam como antes. E a música perdeu o gás. É verdade. Concordo com tudo isso. Mas se o tempo leva a vitalidade, a prática traz a perfeição, e os caras, apesar de mais pops, estão tocando muito. As músicas tocam no rádio e grudam na mente como um chiclete, mas graças a Deus que são os CHILI PEPPERS e não 50Cent ou a Ivete Sangalo. Que bom que eles estão aí ainda para falar de sexo e de mulheres com a sensualidade apimentada que só eles têm (quem mais apareceria só de meias, colocadas em outro lugar que não os pés..., sem parecer ridículo ou vulgar, e sim engraçado!), sem apelação. Pra falar de tristeza também, porque todo mundo que cresce fica triste às vezes.

Com exceção dos shows da Nação Zumbi, já não aguento mais pular a noite inteira. Acho que cresci com eles. Deve ser a tal da PVC... A Porcaria da Velhice Chegando...
(Ó! Tão vendo? Nem coloquei palavrão na sigla... tô ficando velha mesmo!)

Em tempo: Vamos colocar o dedo médio em riste e dar um “não rotundo” pra quem quer acabar com a música de graça na Lagoa. A burguesia fede mesmo!!!!!!!!!!

16/09, sexta-feira
• PATO FU lança novo álbum "Toda cura para todo mal", no Circo Voador, R$ 20
• A PLANO B (loja descolada de discos na Francisco Muratori, Lapa) plantou a semente e anuncia a Primeira Mostra de Música Não-Convencional da Cidade do Rio de Janeiro, com shows de Tonguemische, Muwei, Frithlang, FST e projeções de Jodele (aka azOia) e Claudio Monjope. A mostra vai rolar no Espaço Cultural Constituição (R. da Constituição 34 - Centro – tel.: 2242-3102), a partir das 21h. R$ 5
• Maurício Valladares leva a festa RONCA RONCA ao Teatro Odisséia e brinda os presentes com show do B NEGÃO e banda. R$ 20 (com desconto de R$ 5, até meia-noite)
• CLUB LONDON BURNING: Wilson Power e Edinho colocam rock na pista. Até meia-noite: R$ 5
• ZÉLIA DUNCAN se apresenta de graça na Pr. XV, às 18:30h.

17/09, sábado
• Exposição EDUCAÇÃO, OLHA!: desenhos de 64 artistas, no sobrado A Gentil Carioca (R. Gonçalves Ledo 17, Centro), às 15h, com palestra de Hermano Viana (17h). De terça a sexta, das 12h às 19h; sábado, das 12h às 17h. Mais detalhes no final da coluna. Grátis
• MOBY no Rio Centro. R$ 100 (aff!)
• JORGE BEN, na Fundição Progresso. R$ 60 (ahahahahahahahahahahahahahahaha)

18/09, domingo
• Skate, Hip Hop, shows, acrobacia... recheiam a tarde de DOMINGO, NO CIRCO Voador. Das 10h às 18h R$ 3
• Casa Cor: design, boas idéias e roupas diferentes para a casa. Destaque para a cozinha de BETH LIMA (aquela mesma que falava da moda londrina no antigo jornal Hoje de sábado!) Este ano na R. do Catete 194. Das 12h às 21h. R$ 20 (estudantes e idosos pagam meia!!)
• ROCK NA AREIA apresenta Djangos e outras bandas, às 15h, no Posto 10 do Recreio.

20/09, terça-feira
• Filho dos integrantes do Quarteto em Cy e do MPB4, CHICO FARIA canta CHICO BUARQUE, que promente dar uma canjinha, no Rival. R$ 30 (ou R$ 15 para os 200 primeiros).
• O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ aprensenta o filme SUPER SIZE ME, através do Ciclo de Cinema, Cultura e Identidade, no Palácio Universit. da Praia Vermelha (Tel.: 2295-1595). Grátis

24/09, sábado
• O Nokia Trends leva aos Armazéns 5 e 6 MONEY MARK entre outras atrações e um telão que mostrará, simultanemente, os shows de São Paulo que terá INSTITUTO e o onipresente BNEGÃO. R$ 90

28/09, quarta-feira
• MUNDO LIVRE S.A., teatro Rival – Projeto Trama Universitário.

APOSTAS

AVIÕES E ARRANHACÉUS: Teatro, imagens, memórias, sons e torres gêmeas...
Centro Cultural Telemar, sexta a domingo, 19:30h. R$ 10

ESSE MONTE DE MULHER PALHAÇA: Reunião de brasileiras e gringas num festival de humor. Espaço Sesc. Programação completa: www.sescrj.com.br

KAMI: exposição de origamis, no Centro Cultural e Informativo do Consulado Geral do Japão (Av. Presidente Wilson 231, 15º andar). Segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14:30h às 17h. Até 6 de outubro. Grátis.

EDUCAÇÃO, OLHA!: exposição de desenhos de 64 artistas contemporâneos, jovens, novos e consagrados. Na lateral da casa, um painel será inaugurado. Este painel a cada 4 meses será o espaço de criação para um jovem artista. Sobrado A Gentil Carioca. Horários na programação acima. A exposição fica em cartaz até 15 de outubro. Grátis.

NAVEGAR É PRECISO é o tema escolhido pelo Museu Internacional de Arte Naif (R.Cosme Velho 561) que apresentará 110 obras do gênero, enfocando o uso da água na navegação, esporte, lazer e na cultura. Até março de 2006. Grátis.

Ufa!!! Tem como ficar em casa no final de semana? Divirtam-se.

sexta-feira, 2 de setembro de 2005

A Literatura discute a relação

Assombrada com a quantidade de publicações que se propõem a discutir o papel da mulher na sociedade contemporânea, seja em forma de revistas ou livros, que pipocam dia após dia nas livrarias e bancas, decidi dar uma espiada em algumas delas e investigar a razão para tanto tititi.

A maioria não consegue fugir do trivial: moda, dieta, beleza, relacionamento... e deixam escapar uma grande oportunidade de contribuir de maneira útil para a conscientização da mulher sobre o papel que deveria assumir na sociedade.


Algumas, contudo, surpreendem tanto por tratarem de assuntos diferentes quanto por falarem das mesmas coisas, oferecendo uma nova visão e refletindo sobre a relevância de tudo isso na vida de mulheres e homens modernos.

Fazendo um apanhado do que foi lido nos últimos meses e nas duas últimas décadas, apresento a vocês uma série de duas crônicas inspiradas em pessoas engraçadas e/ou conscientes – escritores, filósofos, artistas, jornalistas, psicólogos, nutricionistas – que, a partir de suas áreas, mostram como influenciamos e somos influenciados pelo meio em que vivemos.

A primeira crônica trata da tal necessidade de discutir o relacionamento homem-mulher (quando, na verdade, os atores dessa triste cena poderiam estar aproveitando o tempo de forma mais agradável) e as diferenças entre os dois sexos na literatura. A segunda discute a influência da mídia e da moda na personalidade do mulherio. Então, vamos à primeira parte!




A LITERATURA DISCUTE A RELAÇÃO

É difícil até dizer que existe conteúdo para mulher. Não somos um gueto, uma classe. Somos apenas mulheres, po@@a.” Letícia Muhana - Sra. GNT





Há controvérsia! Apesar de ser cada vez maior, o número de mulheres que se interessam – e discutem! – por política e futebol, muitas pessoas acreditam que lugar de mulher ainda é na cozinha. Outro dia, me surpreendi com uma dama que proferiu a pérola: “Deve ser mulher!”, referindo-se a um motorista que não pensou duas vezes antes de buzinar ao levar uma fechada. E ainda arrematou: “Mulher adora uma buzina...” Obviamente, o motorista irritado era homem (caso contrário, não faria sentido contar essa historinha aqui).

Atitudes como essa são apenas um reflexo de uma idéia milenar incutida em cabeças pouco pensantes que ainda insistem em dividir homens e mulheres como terráqueos e extraterrenos, respectivamente. Azul e verde são diferentes e nem por isso há qualquer preconceito contra esta ou aquela cor. O mesmo não acontece entre homens e mulheres. Estas ganham menos que aqueles apesar de, na maioria das vezes, exercerem papéis semelhantes e ainda terem dupla (ou tripla) jornada, mesmo sendo sexo fisiologicamente mais fraco. Elas até hoje não podem desfrutar de sexo livre sem culpa. Elas batalharam para provar que conseguem fazer o mesmo que eles, e até mais, com um número menor de neurônios. E, como recompensa, perderam o direito à gentileza e ao cavalheirismo masculino. Se vacilam, são chamadas de burras, viram piadas. E por aí vai...

Somente por parte dos escritores e poetas, com sua sensibilidade, viriam o tratamento e o carinho merecidos, apesar de às vezes acompanhados de uma incompreensãozinha masculina aqui e ali. Para OSCAR WILDE, do alto da sabedoria e do distanciamento, que só um escritor gay da era Vitoriana poderia ter, são as mulheres que “amam com os ouvidos, exatamente como os homens amam com os olhos (admitindo-se que realmente amem)”.
Portanto, não esperem que os homens as compreendam, pois o autor sintetiza o desespero masculino: “as mulheres foram feitas para serem amadas, e não para serem compreendidas”.
Segundo WILDE, “o mundo foi feito para os homens e não para as mulheres”.

O escritor CARLOS EDUARDO NOVAES, na crônica As mulheres em movimento, nos conta que o filósofo Aristóteles foi o primeiro porco chauvinista da História: “se dependesse dele, a Terra seria povoada só por homens. Costumava dizer entre um tratado de Lógica e outro de Metafísica que ‘quando a Natureza erra na fabricação de um homem nasce uma mulher’”.

Na mesma crônica, NOVAES dispara: “O Dr. Robert Alsofrom, famoso psicólogo da Flórida, afirma que os movimentos feministas estão criando uma sociedade de homens fracos, neuróticos e apavorados, que não toleram o desafio da mulher. Seu consultório está cheio de maridos desorientados que não sabem o que fazer. Alguns estão pensando em se separar das mulheres. E casar com outros maridos”.

Para o autor, em meados da década de 70, quando a crônica foi escrita, muitas mulheres já desistiam da idéia de abraçar um homem: “só pensam em abraçar uma carreira”.

Essa desistência pode ter vindo junto com a decretação de falência de uma instituição que era o sonho de (literalmente) consumo de 11 entre 10 mulheres das gerações anteriores à crônica de NOVAES: o casamento. E a dificuldade de diálogo entre os sexos pode ter sido o grande pivô desse unhappy end.

Um dos manuais de auto-ajuda mais vendidos da história, Homens são de Marte, mulheres são de Vênus, não poupou linhas para convencer os leitores de que homens e mulheres são mesmo diferentes (como se precisasse!). Resumindo a ópera pra lá de repetitiva (talvez, por razões didáticas), o maior segredo para um casamento bem sucedido está nas mãos DAS MULHERES: há tarefas para homens e tarefas para mulheres, deixem que os homens façam as deles e vocês façam as suas – aposentem o blá blá blá e falem objetivamente.

Mas, então, é só isso? Será que Mr. WILDE tinha razão todo o tempo? Quer dizer que para agradar ao sexo oposto, as mulheres, além de se anularem, devem também ser mais sucintas, menos prolixas? E quem disse que ainda queremos agradá-los? Hoje, muitas mulheres já pensam diferente. Não precisamos mais mudar para agradar os rapazes. Aliás, não devemos. Já os alcançamos em praticamente tudo o que é importante para nós. Nem mesmo para reproduzir são fundamentais. Algumas já os vêem como mero entretenimento.

Prova dessa independência é o sucesso de He’s just not that into you – The no-excuses truthes to understanding guys, livro de nome pra lá de sugestivo, escrito por Greg Behrendt, um dos roteiristas da cultuada série Sex and the city. Ele simplifica as coisas para as moçoilas ainda casadoiras e para as mulheres cujos parceiros não demonstram o empenho que elas acham que merecem: “ele simplesmente não está a fim”. E completa: dispense o bofe e bote a fila pra andar!!! O livro ensina que as mulheres devem acreditar que merecem sempre o melhor e que se isso não acontece, a culpa é deles.

Um ótimo exemplo disso está na matéria de Daniela Venerando, para a revista Elle de agosto, que expõe a ótica masculina e a feminina sobre as queixas mais comuns das mulheres quanto ao comportamento dos homens. Em determinado ponto da matéria, as mulheres reclamam de homens ruins de cama e um espécime tenta se defender alegando que “teve um desempenho fraco com uma menina, porque estava preocupado demais com a possibilidade de que ela fosse pegar no meu pé depois do sexo”. Mais infeliz na argumentação, impossível.

Mas, muitas vezes, um gesto de reconhecimento pode vir de onde menos se espera. Mesmo já tendo sido acusado e preso por bater em mulher, Mr. JAMES BROWN, que não era bobo nem nada, tentou se redimir fazendo jus ao ditado “por trás de todo homem há uma grande mulher”, e deu ao mundo “It’s a man’s, man’s, man’s world”, talvez num rompante de arrependimento. Será???

GERALD THOMAS, em entrevista concedida à revista TPM, deve ter conquistado muitos corações ao declarar: “A mulher é um ser humano muito mais sofisticado. O homem é bestial. Burro, exibicionista. Homem dá para generalizar, mulher não. (...) O homem não enxerga o ser humano que tem dentro da mulher. Mas a mulher enxerga o ser humano que tem dentro do homem.”

O fato é que, desde que o mundo é mundo, viver é matar um mamute por dia. E viver a dois é tarefa ainda mais árdua. Em tempos de competitividade acirrada e individualismo a toda prova, defender-se parece ser mais importante do que entregar-se, talvez por isso tanta dificuldade em ceder ao instinto que, afinal de contas, é a razão para estarmos todos aqui. Mas há quem acredite na teoria de defender-se primeiro para entregar-se depois.

Para os que concordam com ela, sugiro o Almanaque para garotas calientes, do trio 02 NEURÔNIO. Com ele, qualquer mulher cansada de dar cabeçadas por aí ganha novos ares. É um verdadeiro banho de loja na alma feminina. NINA, JÔ e RAQ dão a sua contribuição à raça humana, ensinando as mulheres a se transformarem em seres “superiores”, que se orgulham de ter barriguinha, sim, e que sabem se defender de meninos maus; mas que, se de vez em quando caem em tentação, tudo bem, perdoar-se é preciso. Os meninos que quiserem aproveitar essa dica terão uma grande oportunidade de descobrir segredos da alma feminina da qual nem eles e nem nós suspeitávamos. As três mocinhas escritoras estão dispensadas de plantar uma árvore e de fazer filhos, se quiserem. Já marcaram vários pontos por colocarem uma pedra sobre muitas nóias femininas, ajudando a libertar e unir pessoas e plantando muitas árvores frutíferas por aí.

Trilha sonora sugerida:
• "Tentando entender as mulheres" – Mundo Livre S.A.
• "O filho preferido de Rajneesh" – Pato Fu
• "Woman is the nigger of the world" – John Lennon
• "It’s a man’s, man’s, man’s world" – James Brown
• "The dancer" – P.J. Harvey

Leitura sugerida:
• Revista TPM/ julho
• Revista TPM/ agosto
• Livro O caos nosso de cada dia, de Carlos Eduardo Novaes, publicado por Editora Nórdica.
• Livro Almanaque para garotas calientes, 02 NEURÔNIO, publicado por Conrad Livros.
• Livro He’s just not that into you – The no-excuses truthes to understanding guys, de Greg Behrendt e Liz Tuccillo, publicado por SSE. Já traduzido para o português, com o título “Ele simplesmente não está a fim de você”, publicado pela editora Rocco.
Livro de Aforismos de Oscar Wilde. Tradução de Mario Fondelli, publicado por Clássicos Econômicos Newton.


A ilustração que melhorou esta coluna é de Wilson Domingues. Thanx, Wilbor! ;-)

Quando entrar setembro

Demorou, mas acabou. Lá se foi o gigantesco mês de agosto. Dizem que é o mês daquela palavra que não se deve dizer porque atrai má sorte. Ela mesma já é o sinônimo disso.

Mas é bom chegar a setembro sem ter más notícias para contar. Pelo menos, não no campo pessoal porque o país..., todo mundo sabe, está de novo afundado em um mar de lamas. A cada dia que passa mais uma novidade. Cada uma pior que a outra e todas parecidíssimas umas com as outras e com as de tempos passados.

O clima não se definiu ainda: começamos a nos despedir do inverno, com um calor de verão e as folhas caindo das árvores.

Enquanto isso, na cultura, as novidades são boas. O segundo semestre carioca está recheado de boas promessas de shows internacionais. Moby, daqui a duas semanas, Nine Inch Nails, Garbage, Kings of Leon e até o Pearl Jam já confirmou para dezembro. Preparemos os bolsos.

Lá fora, o Brasil vai muito bem obrigada: numa matéria que chegou hoje às bancas, vê-se que os DJs cariocas estão se dando bem na Europa, apesar de aqui ainda serem famosos quem.

Finalmente, os últimos álbuns de Seu Jorge e Asian Dub Foundation chegam às prateleiras da cidade. Seu Jorge joga bem em todas as posições e idiomas. Craque da seleção nacional. Asian Dub abusa de dubs, do jungle e da minha amada música indiana. Injeção de adrenalina na veia. Impossível ficar sentado. Impossível ouvir baixo (atenção vizinhos!!!).

No teatro, homens e mulheres se encontram e se perdem em duas comédias para animar qualquer final de semana. Marcelo Rubens Paiva adaptou para o teatro "As mentiras que os homens contam", de Luis Fernando Veríssimo. E a peça "Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou" sai de Ipanema e vai para o Shopping da Gávea.

Outra boa pedida, pode ser a remontagem de um peça brasileira de 1933, escrita por Luiz Iglesias, parceiro de Ary Barroso, e musicada por Henrique Voegler, assistente de Villa Lobos e parceiro de Noel Rosa. "A canção brasileira" conta a história da música popular brasileira e tem direção de Paulo Betti.

Seguindo a linha musical, Ana Botafogo mostra sua performance ao som de Selma Reis e Orquestra de Cordas de Bolso, interpretando clássicos da MPB, no Teatro Rival.

No cinema, as apostas vão para "A bela do palco", "O homem das novidades", "Procura-se um amor que goste de cachorro" (detalhe para a sinopse: Sarah, uma jovem professora... Ainda bem que não gosto de cachorros), "Hotel Ruanda", os argentinos "A menina santa" e "Conversando com mamãe".

Pra fechar, uma dica que eu fiz questão de ir conferir. A melhor pista de rock da cidade é a Club London Burning. Wilson Power não deixa mesmo ninguém ficar parado. Com ingresso a R$ 5, até meia-noite, não existe mais desculpa pra não sair e se divertir na sexta-feira à noite.

Mais detalhes aí embaixo.

SEXTA-FEIRA

02/09 O FURTO, no Circo Voador, só recomendo pra quem não viu ainda!!! R$ 24
O Plano B: o rock-pop-prog-avant-garde do GRUPO SÉCULO, a partir das 19h. Grátis.
16/09 PATO FU!!!!!!!!!! (no Circo Voador)


SÁBADO

02/09 Degusta Rio, no Jóquei... nham nham R$ 15
17/09 MOBY (no Rio Centro)
17/09 JORGE BENJOR (Fundição Progresso)

QUINTA-FEIRA

08/09 PLEBE RUDE, Teatro Odisséia R$ 25