A grande roubada do ano aconteceu no último final de semana. O festival Claro que é Rock levou 12 mil otários à Cidade do Rock. Entre eles, esta que vos escreve.
Um verdadeiro fiasco de 13 horas de duração, considerando o horário de abertura dos portões até o encerramento do último show.
Som baixo, comida e bebida a preços extorsivos, falta de respeito com o público e com os artistas são apenas algumas das características que determinaram o fracasso do festival.
Como sinal de protesto, publico abaixo trecho da carta enviada por um grupo de pessoas, no qual me incluo, à Comissão de Defesa do Consumidor (defesadoconsumidor@camara.rj.gov.br), pedindo a devolução do valor pago pelo ingresso. Quem foi e também se sentiu lesado pode fazer uso do texto para reivindicar também.
“...fomos aos postos de venda e compramos nossos ingressos por R$ 50 (os que possuíam carteira de estudante) e por R$ 100 (os que não a possuíam).
Chegando ao local do festival, constatamos que fomos vítimas de propaganda enganosa, pelos seguintes fatores:
• Várias pessoas vendiam ingressos por até R$ 5 na frente dos seguranças do festival, que nada faziam, ou seja, com o conhecimento dos representantes dos realizadores (no caso os agentes de segurança).
• O primeiro show começou com 2 horas e 47 minutos de atraso. Esse atraso, associado às posteriores mudanças de equipamentos de som, no intervalo das apresentações, e à passagem de som de cada artista a se apresentar (realizada na presença do público, algo atípico mesmo para eventos de pequeno porte), fizeram com que o último show terminasse após as 04:00h de segunda-feira. Isso fez com que muito dos fãs da última banda não ficassem até o final, devido ao adiantado da hora, ou que a maioria dos presentes não conseguisse assistir ao show em perfeitas condições devido ao cansaço. Acreditamos que todos estaríamos em perfeitas condições de assistir aos mesmos shows se tivessem ocorrido no horário anunciado.
• Pagamos pelo ingresso prevendo shows de 45min. de duração de Cachorro Grande; 55min., da Nação Zumbi e Good Charlotte, cada; 1h05min., de Fantomas e de Flaming Lips, cada; 1h20min. de Iggy Pop & the Stooges e de Sonic Youth, cada. No entanto, assistimos a shows que tiveram de 30 a 45 minutos das bandas Good Charlotte, Fantomas, Flaming Lips, Sonic Youth, com exceção do Nine Inch Nails que se apresentou em 1h15min (menos do que o previsto para um show de encerramento).
• É consenso que o mais triste foi o cancelamento, sem prévio aviso, do show da banda nacional mais aguardada do evento, a Nação Zumbi.”
Quem ainda quiser saber como o tal festival deveria ter sido, pode conferir a matéria publicada no site Omelete, que cobriu os shows de São Paulo, em:http://www.omelete.com.br/musica/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=2942
Amadorismos como esse são os grandes responsáveis pelo receio de vários artistas estrangeiros de virem tocar no Brasil, particularmente, no Rio. É inadmissível que não tenha havido uma suspeita de que o equipamento de som, transportado de caminhão de São Paulo para o Rio, pudesse atrasar. Será que os organizadores do festival nunca ouviram falar em “Plano B”? Provavelmente sim, mas para que se preocupar? Se alguma coisa der errado, o que é que tem? O dinheiro dos ingressos já estava na conta, mesmo. O público que se lasque de esperar no sol, depois no sereno, na madrugada, na lama.
Agora vamos aproveitar para analisar o que move grandes empresas a promover eventos culturais. Propaganda. A necessidade de associar o nome da marca a atividades que criem identificação com esse ou aquele público. Se a intenção é chamar a atenção do consumidor, deixemos que nossa atenção seja capturada desta vez. Se vocês fossem comprar um telefone celular hoje, vocês comprariam um Claro? Eu não!!!!
PROGRAMAÇÃO
03/12 – Sábado
• Adriana Calcanhotto canta e toca com Kassin + Moreno + Domenico (leia-se Orquestra Imperial), no Circo Voador. R$ 30
04/12 – Domingo
• Pearl Jam, às 19:30h, Praça da Apoteose. R$ 120
10/12 – Sábado
• Natiruts, com abertura da boa Canamaré, Fundição Progresso, R$ 30 (estudantes, idosos e demais portadores do direito à meia entrada ou com 1k de alimento ou flyer a ser entregue na hora do show pagam 1/2). + R$ 10 para levar o cd do Natiruts e + R$ 5 para levar o cd do Canamaré
11/12 – Domingo
• Último dia para ver Marcelo Tas no Centro Cultural da Telemar, com a excelente Como chegamos aqui - a história do Brasil segundo Ernesto Varella.
Aguardem! Dia 16/12, tem Instituto no Circo Voador. (Finalmente!!!!)
E continua a promoção!!! As primeiras (e surpreendentes) respostas já estão chegando. Não deixem de participar. AGORA É COM VOCÊS!!!
Em comemoração pelo primeiro aniversário da Findi no Rio, os leitores que enviarem respostas para as perguntas abaixo concorrerão a cd com os sons dos artistas que freqüentaram a coluna durante esse primeiro ano de convívio! O sorteio acontecerá em meados de dezembro, para quem quiser conferir os últimos shows do ano e, só depois, enviar suas respostas.
• Você já foi a algum dos eventos indicados pela coluna? Quais?
• Das dicas lidas na Findi no Rio, qual foi a melhor?
• E a pior?• A qual gostaria de ter ido e não foi?
• Qual foi o melhor cd nacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor cd internacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor show de artista nacional do ano?
• Qual foi o melhor show de artista estrangeiro do ano?
• Qual foi o melhor filme que você viu no cinema este ano?
• Mande um comentário para registro na coluna!!!!
Email: sara.simoes@ibest.com.br
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
sexta-feira, 25 de novembro de 2005
Aniversário, testemunhos, votos e promoção
Esta semana a coluna Findi no Rio fez um aninho. Então, para provar que eu vou lá conferir as dicas que humildemente ofereço a vocês, divido com os amigos leitores algumas boas surpresas e novidades que tive o prazer de desfrutar nas últimas semanas.

1) Medulla – Ao vivo na Babilônia Feira Hype
Domingão, passeava tranqüilamente, me divertindo com as "modas" da Babylônia Feira Hype, quando foi anunciado o show da banda Medulla. A propaganda era a pior possível: uma major (Sony/BMG) lança disco de banda de rock, capitaneada por dupla de gêmeos, de 17 anos, que, ainda por cima, se chamam Keops e Raoni. Vixe. Não sei se por influência da propaganda com cara de picaretagem ou se por competência da banda, surpresaaa (!): o som agradou. Com um som potente e, ao mesmo tempo, suingado, a banda Medulla mostra
autenticidade ao expor em suas letras a realidade de quem tem 17 anos e vive no Brasil. Afinal, não se trata de marmanjos choramingando os dramas da adolescência, o que tem configurado a cara das novas bandas de rock nacionais. Os garotos de Recife contam com uma boa banda e adotam vocais hip hop com personalidade e carisma. O show de apresentação do álbum "Fim da Trégua", traz também distorções e efeitos na guitarra. Nada muito inovador (especialmente, para quem tem Recife como terra natal!), mas convincente para um primeiro disco. Destaque para as citações a Chico Buarque.
2) Soulzé – Ao vivo no Circo Voador – Skol Rio
Imaginem se o Rage Against the Machine tivesse vindo do Ceará... Adicionem a isso que vocês imaginaram arranjos com pífanos e flauta (com direito a uma música inteira com os sopros no lugar dos vocais. Um luxo!). Louco, né? Digo mais: muito bom! A banda está pronta pro “abate”, digo, pro consumo. Depois de uma temporada no Teatro Rival, foram pra sumpaulo, mas deram uma passadinha na cidade maravilhosa pra acrescentar ao festival Skol Rio boas versões para Luiz Gonzaga e Jorge Benjor. E quando todos achavam que ninguém mais poderia fazer versões criativas para “Umbabarauma”, eis que surge o Soulzé pra colocar o Circo pra dançar e esquentar o tímido público que ainda chegava. Riffs cheios de energia, muito groove, batidas empolgantes e letras convincentes. Quando voltarem à cidade, não percam a oportunidade de ver os meninos do Soulzé.
3) A Roda – Site da Trama Virtual
A Trama Virtual promoveu um concurso entre suas bandas mais populares. Para quem não conhece, a Trama Virtual é um espaço para bandas que estão começando ou se lançando no cenário musical brasileiro. Trata-se de uma boa oportunidade para conhecer antes as revelações de amanhã. Numa fuçada para conhecer os futuros astros, deparei-me com a ótima A Roda, mais uma cria pernambucana. Será possível???? Quem quiser conferir, deve fazer um rápido cadastro no site e terá acesso às músicas (mp3) e informações dessa e de várias outras bandas interessantes de todo o País, como Acuri (Rio), Munhoz & Prof. M. Stereo (Sampa), Gerador Zero (Rio), ESS (Curitiba) e Móveis Coloniais de Acaju (Brasília). Confiram em: http://www.tramavirtual.com.br/concursoBandas/votacao.jsp
4) Nação News É, gente, todo mundo já sacou: a Nação Zumbi está presente em quase todas as edições desta coluna. E daí? Vocês sempre têm a opção de pular esta parte do texto, mas tenho certeza que todo mundo lê... ehehehe Então, a novidade da semana é que as letras do novo disco já estão disponíveis em http://www.nacaozumbi.com/discografia_06.htm
Pra quem quiser cantar junto no Claro que é Rock!
Programação
• Hutúz música e cinema: hip hop, graffiti, etc. Confira em http://www.hutuz.com.br/filme.htm
• Claro que é Rock, melhores atrações:
Palco A - 21:45h – Iggy Pop & The Stooges 00:25h – Nine Inch Nails
Palco B - 17:00h – Cachorro Grande 18:40h – Nação Zumbi 20:40h – Flaming Lips 23:05h – Sonic Youth
De antemão, vale reclamar da chatice burocrática dos festivais que em nome do horário e não da música, da arte, muito menos do público, retiram dos palcos os artistas mesmo que todos queiram bis.
***AGORA É COM VOCÊS!!!
Em comemoração pelo primeiro aniversário da Findi no Rio, os leitores que enviarem respostas para as perguntas abaixo, concorrerão a 5 cds com os sons dos artistas que freqüentaram a coluna durante esse primeiro ano de convívio! Músicas inéditas ou não, ao vivo ou de estúdio, vale tudo, desde que seja bom! Tão a fim?
O sorteio acontecerá em meados de dezembro, para quem quiser conferir os últimos shows do ano e, só depois, enviar suas respostas.
A última coluna do ano trará o resultado da pesquisa com a opinião de vocês, a razão principal para existência dessa coluna. Obrigada pela companhia, pelas opiniões, pelos e-mails, pelas contribuições. Acho que vou chorar...
• Você já foi a algum dos eventos indicados pela coluna? Quais?
• Das dicas lidas na Findi no Rio, qual foi a melhor?
• E a pior?
• A qual gostaria de ter ido e não foi?
• Qual foi o melhor cd nacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor cd internacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor show de artista nacional do ano?
• Qual foi o melhor show de artista estrangeiro do ano?
• Qual foi o melhor filme que você viu no cinema este ano?
• Mande um comentário para registro na coluna!!!!
Email: sara.simoes@ibest.com.br
1) Medulla – Ao vivo na Babilônia Feira Hype
Domingão, passeava tranqüilamente, me divertindo com as "modas" da Babylônia Feira Hype, quando foi anunciado o show da banda Medulla. A propaganda era a pior possível: uma major (Sony/BMG) lança disco de banda de rock, capitaneada por dupla de gêmeos, de 17 anos, que, ainda por cima, se chamam Keops e Raoni. Vixe. Não sei se por influência da propaganda com cara de picaretagem ou se por competência da banda, surpresaaa (!): o som agradou. Com um som potente e, ao mesmo tempo, suingado, a banda Medulla mostra
2) Soulzé – Ao vivo no Circo Voador – Skol Rio
Imaginem se o Rage Against the Machine tivesse vindo do Ceará... Adicionem a isso que vocês imaginaram arranjos com pífanos e flauta (com direito a uma música inteira com os sopros no lugar dos vocais. Um luxo!). Louco, né? Digo mais: muito bom! A banda está pronta pro “abate”, digo, pro consumo. Depois de uma temporada no Teatro Rival, foram pra sumpaulo, mas deram uma passadinha na cidade maravilhosa pra acrescentar ao festival Skol Rio boas versões para Luiz Gonzaga e Jorge Benjor. E quando todos achavam que ninguém mais poderia fazer versões criativas para “Umbabarauma”, eis que surge o Soulzé pra colocar o Circo pra dançar e esquentar o tímido público que ainda chegava. Riffs cheios de energia, muito groove, batidas empolgantes e letras convincentes. Quando voltarem à cidade, não percam a oportunidade de ver os meninos do Soulzé.
3) A Roda – Site da Trama Virtual
4) Nação News É, gente, todo mundo já sacou: a Nação Zumbi está presente em quase todas as edições desta coluna. E daí? Vocês sempre têm a opção de pular esta parte do texto, mas tenho certeza que todo mundo lê... ehehehe Então, a novidade da semana é que as letras do novo disco já estão disponíveis em http://www.nacaozumbi.com/discografia_06.htm
Pra quem quiser cantar junto no Claro que é Rock!
Programação
• Hutúz música e cinema: hip hop, graffiti, etc. Confira em http://www.hutuz.com.br/filme.htm
• Claro que é Rock, melhores atrações:
Palco A - 21:45h – Iggy Pop & The Stooges 00:25h – Nine Inch Nails
Palco B - 17:00h – Cachorro Grande 18:40h – Nação Zumbi 20:40h – Flaming Lips 23:05h – Sonic Youth
De antemão, vale reclamar da chatice burocrática dos festivais que em nome do horário e não da música, da arte, muito menos do público, retiram dos palcos os artistas mesmo que todos queiram bis.
***AGORA É COM VOCÊS!!!
Em comemoração pelo primeiro aniversário da Findi no Rio, os leitores que enviarem respostas para as perguntas abaixo, concorrerão a 5 cds com os sons dos artistas que freqüentaram a coluna durante esse primeiro ano de convívio! Músicas inéditas ou não, ao vivo ou de estúdio, vale tudo, desde que seja bom! Tão a fim?
O sorteio acontecerá em meados de dezembro, para quem quiser conferir os últimos shows do ano e, só depois, enviar suas respostas.
A última coluna do ano trará o resultado da pesquisa com a opinião de vocês, a razão principal para existência dessa coluna. Obrigada pela companhia, pelas opiniões, pelos e-mails, pelas contribuições. Acho que vou chorar...
• Você já foi a algum dos eventos indicados pela coluna? Quais?
• Das dicas lidas na Findi no Rio, qual foi a melhor?
• E a pior?
• A qual gostaria de ter ido e não foi?
• Qual foi o melhor cd nacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor cd internacional lançado este ano?
• Qual foi o melhor show de artista nacional do ano?
• Qual foi o melhor show de artista estrangeiro do ano?
• Qual foi o melhor filme que você viu no cinema este ano?
• Mande um comentário para registro na coluna!!!!
Email: sara.simoes@ibest.com.br
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
Jogando conversa dentro
Olá, como vai?
Eu vou indo
E você tudo bem?
Eu vou indo correndo pegar
Meu lugar no futuro, e você?
(Sinal Fechado, de Paulinho da Viola)
Eu vou indo
E você tudo bem?
Eu vou indo correndo pegar
Meu lugar no futuro, e você?
(Sinal Fechado, de Paulinho da Viola)
Já reparou como anda difícil encontrar um bom papo?
Em tempos de Big Brothers e celebridades instantâneas, em que os líderes de audiência são programas que cuidam do que menos interessa – a (falta de) privacidade de artistas e famosos (geralmente, os menos interessantes), parece que a vida inteligente do planeta está se extinguindo.
Contudo, modismos à parte, interesse por fofoca sempre existiu, mas antes ainda havia espaço para assuntos menos supérfluos. Talvez, a lembrança dos tempos de ditadura ainda causasse cócegas nos mais provocadores. Em outros tempos, a roubalheira nas esferas da administração pública era mais velada, os primeiros casos a serem descobertos ainda cheiravam a novidade e até aqueles que puxavam as cobertas eram dignos de respeito e confiança.
Hoje, que graça têm discursos inflamados em prol da esquerda, se ela é a situação e está no governo (e “não no poder”, como bem lembrou Ariano Suassuna)? Que graça tem falar mal dos políticos se eles são os mesmos há mais de vinte anos e continuamos colocando-os onde sempre estão, de onde não saem e ninguém os tira. Que graça tem falar das novas falcatruas se são velhos ladrões quem agora botam a boca no trombone?
Em tempos de Big Brothers e celebridades instantâneas, em que os líderes de audiência são programas que cuidam do que menos interessa – a (falta de) privacidade de artistas e famosos (geralmente, os menos interessantes), parece que a vida inteligente do planeta está se extinguindo.
Contudo, modismos à parte, interesse por fofoca sempre existiu, mas antes ainda havia espaço para assuntos menos supérfluos. Talvez, a lembrança dos tempos de ditadura ainda causasse cócegas nos mais provocadores. Em outros tempos, a roubalheira nas esferas da administração pública era mais velada, os primeiros casos a serem descobertos ainda cheiravam a novidade e até aqueles que puxavam as cobertas eram dignos de respeito e confiança.
Hoje, que graça têm discursos inflamados em prol da esquerda, se ela é a situação e está no governo (e “não no poder”, como bem lembrou Ariano Suassuna)? Que graça tem falar mal dos políticos se eles são os mesmos há mais de vinte anos e continuamos colocando-os onde sempre estão, de onde não saem e ninguém os tira. Que graça tem falar das novas falcatruas se são velhos ladrões quem agora botam a boca no trombone?
Mas a esterilidade do panorama é inversamente proporcional à criatividade das pessoas para manter um bom papo, ou pelo menos deveria ser. O tempo para começar, depois o futebol, o novo lançamento literário, o filme que acabou de estrear, o disco recém-lançado... essa poderia ser uma seqüência interessante para uma conversa bem (a)fiada.
O que é pior, uma mala pesada ou uma mala vazia?
Na próxima vez que for a um barzinho ou a um restaurante, observe as mesas em volta e veja você mesmo. De 10 mesas, sempre há pelo menos uma com um “palestrante” despejando sua sapiência sobre uma platéia acuada. E, pode contar, quanto maior for a platéia, maior será o timbre de voz adotado pelo “palestrante”. Porque ele não se satisfaz em calar os seus, ele quer atrapalhar as conversas dos vizinhos também.
Nunca foi tão real a expressão “jogar conversa fora”. Então, vamos começar uma campanha. Vamos nos policiar para não monopolizarmos os bate-papos. Vamos aprender a trocar idéias. Falar em tom moderado pode ser um sinal de boa educação, além de ser a deixa para que seu colega de mesa exponha um lado da questão que você ainda não havia enxergado. E se permita conviver com diferentes opiniões. Exercite sua tolerância. Dê a vez. Ceda a palavra. Isso, sim, é um bate-papo de verdade. A boa conversa é uma arte provocativa. Oxigena o cérebro e deixa todo mundo feliz. Isso é jogar conversa dentro!
Fundo musical:
• “Pop Song 89” – R.E.M.
• “Sinal Fechado” – Chico Buarque
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